SOCIALIZAÇÃO DE AULAS EXITOSAS

AULA REALIZADA PELA PROFESSORA JUREMA M. M. TATSUKAWA - 
EE FERNANDO COSTA


   A professora realizou com seus alunos do 9º ano a Situação de Aprendizagem 6 e obteve um resultado bastante significativo, pois o objetivo da aula era propiciar aos estudantes situações didáticas que contribuíssem para o desenvolvimento da capacidade argumentativa, levando-os a se posicionarem e a defenderem pontos de vista diante dos mais variados contextos comunicacionais.
   O registro final dessa Situação de Aprendizagem era a carta do leitor. Assim, a professora, ao realizar a sequência didática com os alunos, num intuito de propiciar melhores condições de aprendizagem a eles e torná-los leitores autônomos enviou um e-mail ao escritor Contardo Calligaris, autor do texto “Insegurança”, um dos textos apresentados na coletânea para o desenvolvimento da devida Situação de Aprendizagem, perguntando se ele poderia responder as cartas de seus alunos, as quais manifestariam opiniões sobre a adolescência, uma fase repleta de descobertas por parte dos jovens.        Dessa forma, o autor, muito solícito, respondeu ao e-mail com afinco dizendo que as cartas poderiam ser enviadas e que as leria com muito apreço, mas por conta de suas atividades diárias responderia de maneira geral abrangendo a todos os alunos.
  
   Aqui estão os e-mails trocados e as cartas dos alunos. Este material foi publicado no jornal produzido no Projeto PIBID, também desenvolvido pela professora Jurema.    
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De: jurema tatsukawa [mailto:jurematatsukawa@yahoo.com.br]
Enviada em: Saturday, August 24, 2013 1:48 AM
Para: ccalligari@uol.com.br
Assunto: carta de alunos
Boa noite!
Sou professora da Escola Estadual Fernando Costa de Lins, e trabalhei com meus alunos do 9ºano um texto seu, "Insegurança" do livro "Adolescência", depois pedi que escrevessem uma carta para o autor do texto. E eles  escreveram. Então gostaria de saber se há como mandar essas cartas para o senhor e se possível respondê-las; pode ser até uma resposta coletiva. Com certeza eles ficarão muito felizes.
Obrigada.
Prof.ª Jurema Maria Maciel Tatsukawa
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De: Contardo Calligaris <ccalligari@uol.com.br>
Para: 'jurema tatsukawa' <jurematatsukawa@yahoo.com.br>
Enviadas: Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013 10:32
Assunto: RES: carta de alunos
Cara Jurema,
Obrigado pelo apreço, seu e dos seus alunos.
O endereço é rua Batataes 558, ap. 185
01423-010 São Paulo, SP.
Não tenho como responder realmente (é uma época complicada, com um seriado em andamento e mais projetos, e a clínica etc.). Mas claro que lerei as cartas e mandarei no mínimo um abraço para todos.
Só que responderei para o seu e-mail, aqui, ok?
um abraço, Contardo 
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jurema tatsukawa
Para:
Contardo Calligaris
27 Ago 2013
Caro Contardo,
Agradeço pela sua atenção.
Claro que pode ser no meu e-mail, com certeza, os alunos ficarão felizes da mesma forma.
Um abraço,
Jurema
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CARTAS DOS ALUNOS PARA O AUTOR - 9º ANO C e D

Lins, 20 de agosto de 2013

Sr. Contardo Calligaris,

     Como vai o senhor? Eu me chamo F., tenho 13 anos, estudo na Escola Estadual Fernando Costa, cursando o 8ª série do Ensino Fundamental.
      Estou lhe escrevendo esta carta para dar minha opinião sobre o seu texto “Insegurança”, do livro “A Adolescência”.
    Achei muito interessante o tema abordado, pois toda pessoa tem essa insegurança na fase da adolescência. Por que seria?
     Espero que escreva mais textos assim para informar o que se passa na nossa cabeça de adolescentes que nós mesmos não entendemos.
      Bem, vou me despedir  e agradecer muito pela sua atenção.
                                                          F. C.    

Lins, 20 de agosto de 2013.

Sr. Contardo Calligaris,

   Como vai o senhor? Eu me chamo F., tenho 13 anos e estou cursando a 8ª série do Ensino Fundamental na EE Fernando Costa.
     Estou aqui para dar minha opinião sobre o texto “Insegurança” que o senhor publicou no livro “A Adolescência”. Eu adorei, pois esse texto retrata certinho a vida dos adolescentes, eu sou uma e posso constatar isso. A insegurança dos adolescentes é “normal”. Citando um exemplo seu, se nós, adolescentes, nos arrumarmos para uma festa, normalmente, nos olhamos no espelho e gostamos do que vemos, mas na maioria das vezes, ficamos com receio do que os mais velhos vão achar.
     Como já disse, eu adorei o texto e espero que o senhor continue escrevendo cada vez mais.
     Obrigada pela atenção. Abraços.
                                                  F.

Lins, 20 de agosto de 2013.

Sr. Contardo Calligaris,

Tudo bem com o senhor? Eu me chamo F., tenho 13 anos, estudo na EE Fernando Costa na 8ª série.
Quero falar minha opinião sobre o texto “Insegurança”. Eu gostei porque fala as coisas que acontecem na vida dos adolescentes.
Para a maioria dos adolescentes, essa insegurança  é normal. Alguns conseguem passar por isso sem grandes problemas uma grande parte têm mais dificuldade e se isolam. E o seu texto demonstra bem o quanto os adolescentes sofrem com isso em todo lugar.
Obrigada. Abraços.
                                                            F.

 Lins, 20 de agosto de 2013.

Sr. Contardo Calligaris

Sou R. G. de F., venho através desta, dizer  que o texto “Insegurança” que foi retirado do livro  “ A Adolescência”, é um assunto importante porque os adolescentes sofrem com tudo isso mesmo, ou seja, a forma que se veem no espelho e ver o corpo mudando, é um problema e medo para alguns.
Também vão se perguntar no espelho “me vejo bonito ou desejável, se tenho razões para acreditar que os outros gostam de mim ou me desejam” , para os adolescentes o espelho é perigoso porque eles querem descobrir o que os outros veem ou sentem por ele.  Como o senhor disse, nessa fase da vida aumenta o risco de fragilidade de autoestima, depressão e as tentativas de suicídio entre os adolescentes. As dificuldades que nós adolescentes enfrentamos é esse caso de insegurança.
A minha opinião sobre o assunto é que os pais deveriam falar um pouco mais com os filhos sobre a vida sexual e alertá-los de que ocorrerão várias mudanças em seu corpo ao longo da adolescência.
Agradeço a atenção. Abraços.
                                                  R.

Lins, 23 de agosto de 2013.

Sr. Contardo Calligaris,

Tudo bem? Sou um aluno da 8ª série da EE Fernando Costa, tenho 14 anos e me chamo L.
Estou lhe enviando esta carta para falar do seu texto “Insegurança”. Seu texto fala de muitas coisas que acontecem com o adolescente e sua insegurança.
Textos que falam desse assunto, nós adolescentes, não costumamos ler muito e eu gostei muito do que eu li e me interessei.
Obrigado pela atenção.
                                       Lucas Daniel

Lins, 23 de agosto de 2013. 

Sr. Contardo Calligaris,

   Tudo bem com o senhor? Eu estudo na escola Fernando Costa, tenho 14 anos e me chamo V. Quero lhe falar que fizemos algumas atividades com o seu texto “Insegurança” .
   Primeiro, nós começamos com uma conversa coletiva sobre o assunto e depois construímos uma argumentação e agora estou fazendo a carta para complementar a atividade.
   O objetivo dessa atividade é entender o que pensamos sobre a adolescência e a nossa insegurança e se concordamos com o que o senhor pensa. E eu concordo com seu texto porque os jovens  se sentem dessa forma, com muita insegurança, exatamente como o senhor colocou no texto.
  Nós lemos outros dois textos com o mesmo tema, a adolescência, mas abordados de forma diferente. Para finalizar as atividades, a professora sorteou esses textos para que escrevêssemos para o seu autor, o meu foi o do senhor. Por isso lhe mando esta carta.
   Obrigado pela atenção.
                                          V. H.
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 RESPOSTA DO AUTOR PARA OS ALUNOS


De: Contardo Calligaris <ccalligari@uol.com.br>
Para: 'jurema tatsukawa' <jurematatsukawa@yahoo.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013 13:40
Assunto: RES: carta de alunos

Cara Jurema,
antes de mais nada, peço desculpa aos seus alunos pelo tempo que levei, mas, enfim, consegui: li todas as cartas, com prazer e interesse.
Agradeço a todos pela leitura e pelos comentários. Me deu saudade dos dias em que eu tinha tempo para ir, de vez em quando, numa escola e conversar com os alunos que tinham lido um texto meu.
Nas cartas, a pergunta que mais volta é sobre o trecho em que digo que um adolescente não é mais a criança amada por todos e também não é ainda considerado e reconhecido como adulto.
Pois é, só para vocês terem uma ideia, hoje, não há países ocidentais nos quais um adolescente possa dirigir um carro antes dos 16 anos (18, na maioria dos casos). Provavelmente, hoje, essa lei é certeira. Mas houve uma época (bem próxima -- por exemplo, o século 18) em que aos 16 anos um adolescente podia comandar um navio de guerra. Já pensou? É que ele não era um adolescente. Era reconhecido como um adulto e, portanto, ele se comportava como um adulto.
Um grande abraço a todos, e obrigado , de novo, pelo carinho,
Contardo
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jurema tatsukawa
Para
Contardo Calligaris
21 Set 2013
Caro Contardo,
Quero agradecer pela sua atenção e também pedir sua autorização para que sua resposta possa ser publicada no jornal da escola.
Um abraço,

Jurema
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Biografia de Contardo Calligaris

    O psicanalista italiano Contardo Calligaris  nasceu em Milão, cidade italiana, em 1948. Ele realizou seus estudos na Suíça e depois se graduou em Psicanálise na Université de Provence, na França, aí defendendo a tese ‘A Paixão de ser Instrumento’, uma pesquisa que enfoca a prática da burocracia.
     Após residir durante 15 anos em Paris, ele viajou para o Brasil, na década de 80, com o objetivo de empreender neste país uma série de conferências, mas ao conhecer a gaúcha Eliana Calligaris, o psicanalista se apaixonou e contraiu matrimônio com a brasileira, a qual lhe deu três filhos.
  O psicanalista publicou, ao longo de sua carreira, várias obras, entre elas Crônicas do Individualismo Cotidiano, de 1996, uma coletânea dos textos escritos para o periódico ‘Folha de São Paulo’, onde desde 1999 mantém uma coluna; A Adolescência, de 2001; Cartas a Um Jovem Terapeuta, lançado em 2004; e seu primeiro livro de ficção, O Conto do Amor, de 2008.
    Durante sua estadia no continente europeu, na Suíça, Contardo teve a felicidade de compartilhar da amizade e da parceria intelectual do famoso psicanalista Jacques Lacan. Ele o assessorava, fichando livros para seu mestre. O psicoterapeuta ressalta a dificuldade de se conviver com este profissional, que cultivava uma incomum fobia a despedidas. Eles se encontrariam novamente em Paris.
   Calligaris, que domina pelo menos 4 idiomas, é hábil em induzir as pessoas à reflexão sobre a existência humana, contribuindo para amenizar as angústias provocadas pelos desafios contemporâneos. Ele é especialmente versado nas questões da adolescência, etapa da vida que Contardo revela ser portadora de intensa carga cultural, uma das mais potentes fontes de energia da atualidade. É neste sentido que ele enfoca o adolescente, em um de seus livros mais lidos e estudados, A Adolescência. 















AULA DESENVOLVIDA PELA PROFESSORA NEUZA P. R. DE JESUS - 
EE DOM HENRIQUE MOURÃO - 

    A profª Neuza participou da Orientação Técnica de Língua Portuguesa - Todos podem Aprender: Ensinar com Equidade, em 2015, na qual foi realizada a Oficina de Leitura Compartilhada e tinha como proposta o desenvolvimento da atividade nas salas dos 6º Anos. 
  A convite, acompanhei o desenvolvimento da oficina na sala de aula da Professora Neuza, que por sinal foi muito produtiva. Houve a participação dos alunos, uns mais outros menos, mas todos estavam interessados em compartilhar o que haviam entendido do texto. Foi gratificante observar que os alunos com mais dificuldades também queriam interagir, colocando o seu ponto de vista em relação à sequência de atividade. 

MATERIAL UTILIZADO

 “a partir dos barulhos dos insetos”
Sequência de atividades para o trabalho com leitura e escrita de artigos expositivos de divulgação científica

ADAPTAÇÃO PARA TRABALHO COM LEITURA

Texto 1: Por que alguns insetos cantam
Você provavelmente conhece o barulho de uma cigarra ou de um grilo. Mas será que já se perguntou por que esses insetos cantam e outros não? Se você é um curioso nesta área, veio ao texto certo!
Muitos insetos produzem sons, mas só alguns deles podem ser ouvidos pelo homem. Para captar a explicação a seguir, você precisa saber que hertz (Hz) é a unidade de medida som. Agora, entenda: o nosso aparelho auditivo capta sons na frequência de 20Hz a 20.000Hz, enquanto os insetos produzem sons numa frequência que varia de 1 Hz e 100kHz. Eis a razão pela qual só ouvimos alguns insetos.
O som produzido por cada espécie é único, fundamental para machos adultos se comunicarem com fêmeas adultas da sua espécie: é, digamos, uma cantada para que ocorra o acasalamento, a reprodução. Além disso, a "cantoria" é importante também para a comunicação entre insetos de espécies diferentes, pode soar como um alerta para se defenderem de predadores.
O som produzido pelos insetos pode vir da expulsão de ar através dos espiráculos (orifícios localizados na lateral do corpo, responsáveis pela respiração), que é um mecanismo comum em baratas e borboletas. A percussão é outra forma de produção de som e se caracteriza por batidas contra a madeira úmida, método utilizado por cupins e besouros. O bater de asas é mais uma maneira de fazer o som ecoar e é comum entre abelhas, moscas e mosquitos (quem já foi perturbado pelo zumbido de um mosquito na hora de dormir sabe bem do que se trata!). Os gafanhotos produzem som por estridulação, ou seja, friccionando as pernas. A estridulação dos grilos e das esperanças é diferente, provém da fricção das asas.
Os tímpanos são as membranas responsáveis pela captação do som pelos insetos, sendo que nas cigarras os tímpanos também servem para a produção do som. É isso aí: aquele barulho inconfundível das cigarras resulta de sequências de contração e relaxamento dos tímpanos desses animais. Quem diria, hein?!
Aposto que agora, ao ouvir o som de um inseto, você não só vai se perguntar quem está "cantando" como vai tentar se lembrar de que maneira o barulho está sendo produzido!
Carina Marciela Mews e Neucir Szinwelski,
Departamento de Biologia Animal, Universidade Federal de Viçosa.
Ciência Hoje das Crianças

estudo de texto expositivo: Por que alguns insetos cantam?
Assunto do texto:
parágrafo
Tipo de informação que o texto apresenta
1º

2º

3º

4º

5º

6º


Esquema de Leitura:


Texto 2: A Cigarra e a Formiga

Num dia ensolarado de Verão, a Cigarra cantava feliz. Enquanto isso, uma Formiga passou por perto. Vinha fatigada, carregando penosamente um grão de milho que arrastava para o formigueiro.
- Por que não ficas aqui a conversar um pouco comigo, em vez de te cansares tanto? – perguntou-lhe a Cigarra.
- Preciso armazenar comida para o Inverno – respondeu-lhe a Formiga. – Aconselho-te a fazeres o mesmo.
- Por que hei de me preocupar com o Inverno? Comida não nos falta... – respondeu a Cigarra, olhando em redor.
A Formiga não respondeu, continuou o seu trabalho e foi-se embora.
Quando o Inverno chegou, a Cigarra não tinha nada para comer. No entanto, viu que as Formigas tinham muita comida porque a tinham guardado no Verão. Distribuíam-na diariamente entre si e não tinham fome como ela. A Cigarra compreendeu que tinha feito mal...

Moral da história:
Não penses só em divertir-te. Trabalha e pensa no futuro.

Versão adaptada de Jean de LA Fontaine. Acesso em: 18 set. 2009. Disponível em: <http://bonecadetrapos.blogs.sapo.pt/arquivo/675856.htm>.

ASPECTOS DISCUTIDOS
TEXTOS
1
2
Apresenta fatos inventados


Apresenta fatos verdadeiros


Pode ser encontrado em livros de literatura


É organizado no passado


É organizado no presente


Apresenta personagens que vivem uma trama


É baseado em estudos e pesquisas


Apresenta um fundo moral, uma lição


Explica fenômenos que acontecem no mundo


Utiliza palavras típicas da ciência


Utiliza uma linguagem mais literária




estudo da fábula “A cigarra e a formiga”
parágrafo
Tipo de informação
1º


2º


3º


4º


5º


6º


7º



Artigo de divulgação científica
Fábula































AULA DESENVOLVIDA PELA PROFESSORA CLARINDA M. CALDEIRA- 
EE 21 DE ABRIL











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