quarta-feira, 25 de março de 2015

ESTUDANTES TROCAM CONHECIMENTO E AJUDAM COLEGAS DE SALA

   
   
   Quando o assunto é difícil, só a explicação do professor não basta - e vale recorrer ao colega para uma mão amiga. A tradicional cooperação entre alunos se tornou parte da grade curricular de alguns colégios privados, que montaram projetos em que o estudante é tutor do próprio colega. Essa troca de informações, afirmam as escolas, ajuda no aprendizado e na conquista de autoestima dos jovens.
   No Colégio Rio Branco, em Cotia, na Grande São Paulo, o trabalho com alunos tutores começou no ano passado, com os ensinos fundamental 2 e médio. Uma das vantagens é a explicação do conteúdo com uma linguagem mais próxima e exemplos próprios ao universo do adolescente.
    "Na aula, às vezes alguém pergunta e o professor não entende por causa do jeito e das palavras que o aluno usa. Eu consigo entender mais fácil", diz Júlia Dias, do 1º ano do ensino médio. "Depois, alguns professores até perguntam para nós como explicamos a matéria", diz ela, de 15 anos, que deu lições de Álgebra aos colegas.
    Um deles é Lucas Marzocca, também do 1º ano. "O jeito que eles ensinam me dá mais confiança porque era de uma maneira que eu conseguia fazer", conta o jovem, de 15 anos, que melhorou as notas em Matemática após participar da tutoria no ano passado.
   Segundo o Rio Branco, o mesmo ocorreu com praticamente todos que se envolveram na atividade, inspirada em um modelo finlandês.

Autoestima
   
    Quem é supervisionado em uma disciplina pode orientar o amigo em outra. Marzocca tem menos intimidade com os números, mas se dá bem em História. Além de contribuir com os colegas nessa matéria, a via de mão dupla melhorou seu convívio em classe. "Como tutor e tutorado, fiz amizade com pessoas que não tinha relacionamento antes."
   Orientadora educacional do colégio, Rosângela Guedes diz acreditar que a melhora de autoestima e a aproximação entre os estudantes são dois méritos do projeto. "Há momentos em que os próprios alunos agendam suas aulas e trocam informações pelo WhatsApp", conta. Segundo ela, as aulas também servem para troca de dicas.
   No Colégio Pentágono, no Morumbi, zona sul da capital, também existe a experiência dos minitutores. Para Américo dos Santos, coordenador do ensino fundamental 2, a proposta vai além do reforço no conteúdo. "Ajuda a criar competências socioemocionais, como respeito e cooperação mútua, entre os alunos e com o professor."

Personalizado
    
    De acordo com especialistas, transformar o aluno em tutor é produtivo porque cria novas situações de aprendizagem.
   "No entanto, é importante alternar papéis: ora está aprendendo, ora está ensinando. Não pode ficar cristalizado", alerta Cristina Barelli, do Instituto Singularidades, voltado para a formação de docentes.
   Ela também afirma que a tutoria deve funcionar como uma estratégia de ensino personalizado, sem receita única de estudos. "Não pode ser um modismo. É preciso trabalhar a forma como cada criança aprende melhor", aponta. Outro risco, segundo ela, é criar uma situação de dependência. "Deve-se sempre incentivar a autonomia do aluno."


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 22 de março de 2015

RESENHA DO FILME: VERMELHO COMO O CÉU


    Vermelho Como o Céu, filme de Cristiano Bortone, é um drama baseado na história de vida real de Mirco Mencacci, renomado editor de som da indústria cinematográfica italiana. Filho único de uma família humilde, é um menino muito sensível, curioso, criativo e apaixonado pelo cinema. Um dia, sofre um acidente em casa ficando parcialmente cego. De acordo com as leis da época, as crianças com deficiência visual eram enviadas para colégios internos; a escola recusa, por isso, sua permanência após o acidente, orientando seus pais para que o enviem para um internato em Genova, muito longe de casa, alertando-os de que, caso não o fizessem, poderiam ser denunciados.
   Lá eles se deparam com a figura de um diretor muito austero, que tenta tirar todas as esperanças de um futuro de sua livre escolha, alegando que esta não existia mais, mas apenas o que fosse possível em função da limitação da sua visão.
   Na sala de aula, Mirco se recusa a aprender o Braile, mas, mesmo assim, seu professor o trata com compreensão. Quando ele pede um trabalho sobre a primavera para os alunos, Mirco decide fazer o seu de uma forma diferente.
   Casualmente encontra um gravador e põe-se fazer efeitos sonoros, até ser descoberto pelo diretor, que toma o gravador e o repreende. O professor escuta o trabalho de Mirco e se encanta com o seu talento. O menino se isola, mas seu professor, sem que o diretor soubesse, lhe dá outro gravador, condicionando a isso à aprendizagem do Braile. Mirco aceita e, junto com uma amiga, iniciam a gravação de uma história com efeitos sonoros incríveis. O desejo dele é apresentar essa peça no final do ano. No decorrer da gravação, percebem que precisam da ajuda dos demais meninos, alunos da escola; eles aceitam participar e o grupo vai crescendo. Quando a história está quase no final, são pegos pelo diretor, que sem nenhuma consideração, apreende o gravador e expulsa Mirco da escola.
   Seus amigos iniciam uma campanha para que ele não seja expulso e conseguem a façanha, porque um grupo de ativistas, liderado por um ex-aluno faz passeatas pela cidade, chegando a denúncia até o prefeito, que exige explicações. O diretor vê-se obrigado a aceitar o garoto de volta, e o professor apoia todo o trabalho dos alunos, culminando numa linda apresentação de final de ano.

Resenhado por: Susana Felix Paes Correa Leite


sábado, 21 de março de 2015

PROJETO AVENTURAS CURRÍCULO+

Novo jogo virtual oferece reforço de Português e Matemática para estudantes






   A Educação implanta um programa de reforço escolar com apoio de recursos tecnológicos inéditos. A partir de abril, as escolas vão oferecer uma aula a mais de Língua Portuguesa e de Matemática para os estudantes com dificuldades nas disciplinas.
  Os professores serão capacitados para ministrar o conteúdo com uma nova linguagem, que dialoga com o universo jovem. Entre os materiais didáticos está o jogo virtual “A Aventura", desenvolvido especialmente para a rede paulista.
  As turmas do reforço serão definidas com base no desempenho que os estudantes apresentarem nas provas bimestrais e na avaliação diagnóstica aplicada em fevereiro. A participação será por adesão da escola e voltada aos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental   (6º ao 9º ano), além do Ensino Médio. Os professores interessados deverão fazer o cadastro para atuarem com os alunos indicados e podem receber até R$ 1.691 mensais a mais pelas aulas.

Formação específica para professores

   Todos os docentes participantes da nova modalidade de reforço vão passar por formação específica para que saibam utilizar o jogo virtual no processo de aprendizado, além de todo acervo digital da plataforma interativa Currículo+. No Game, o aluno é um avatar e para salvar o planeta precisa superar missões que exigem habilidades matemáticas e de linguagem. Os exercícios complementares podem ser feitos em qualquer computador, inclusive nas salas do Acessa Escola  das unidades escolares, o que amplia o tempo de estudo. A duração do reforço será de 10 semanas.
  As escolas serão responsáveis por organizar o cronograma de aulas de acordo com a demanda. A orientação da Secretaria é para que a aula extra ocorra no pré ou no pós turno.

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sexta-feira, 20 de março de 2015

DIVULGAÇÃO: O PORTUGUÊS FALADO NAS RUAS

SÉRIE FALA SOBRE A LÍNGUA COLOQUIAL FALADA NAS RUAS




MAIS UM QUADRO DE “PORTUGUÊS FALADO NAS RUAS”



MEDIAÇÃO E LINGUAGEM

   Conforme citações de Gilberto Caron na última VC Mediação e Linguagem (18/3), seguem arquivos com vídeo animação de uma adaptação do conto A chinela turca, de Machado de Assis, e o conto original. Vale conferir!


VÍDEO



TEXTO: A CHINELA TURCA


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PROVAS AAP

As Provas e Recomendações Pedagógicas da AAP  do 1º semestre 2015, já estão disponíveis na Intranet -  Biblioteca da CIMA – link: