ESTRATÉGIAS DE LEITURA
Nossa atividade de leitores ativos em interação com o autor e o texto começa com antecipações e hipótese elaboradas com base em nossos conhecimentos:
O autor do texto;
O meio de veiculação do texto;
O gênero textual;
O título: elemento constitutivo do texto cuja função é, geralmente, chamar a atenção do leitor e orientá-lo na produção de sentido;
A distribuição e configuração de informações no texto.
O autor do texto;
O meio de veiculação do texto;
O gênero textual;
O título: elemento constitutivo do texto cuja função é, geralmente, chamar a atenção do leitor e orientá-lo na produção de sentido;
A distribuição e configuração de informações no texto.
OBJETIVOS DE LEITURA
É claro que não devemos nos esquecer de que a constante interação entre o conteúdo do texto e o leitor é regulada também pela intenção com que lemos o texto, pelos objetivos da leitura.
De modo geral, podemos dizer que há textos que lemos porque queremos nos manter informados (jornais, revistas); há outros textos que lemos para realizar trabalhos acadêmicos (dissertações, teses, livros, periódicos científicos); há, ainda, outros textos cuja leitura é realizada por puro prazer, puro deleite (poemas, contos, romances); e, nessa lista, não podemos esquecer dos textos que lemos para consulta (dicionários, catálogos), dos que nos caem em mãos (panfletos) ou nos são apresentados aos olhos (outdoors, cartazes, faixas).
São, pois, os objetivos do leitor que nortearão o ,modo de leitura, em mais tempo ou em menos tempo; com mais atenão ou com menos atenção; com maior interação ou com menor interação, enfim.
LEITURA E PRODUÇÃO DE SENTIDO
É preciso levar em conta os conhecimentos do leitor, condição fundamental para o estabelecimento da interação, com maior ou menor intensidade, durabilidade, qualidade.
LEITURA E ATIVAÇÃO DE CONHECIMENTO
Na atividade de leitura ativamos: lugar social, vivências, relações com o outro, valores da comunidade, conhecimentos textuais...
FATORES DE COMPREENSÃO DA LEITURA
A compreensão de um texto varia segundo as circunstâncias de leitura e depende de vários fatores. Exemplos: conhecimento dos elementos lingüísticos, uso de determinadas expressões, léxico antigo, esquemas cognitivos, bagagem cultural, circunstâncias em que o texto foi produzido (no caso de autor/leitor), tamanho e clareza das letras, cor e textura do papel, comprimento das linhas, fonte empregada, variedade tipográfica, parágrafos curtos ou muito longos, uso de maiúsculas ou de minúsculas, excesso de abreviações, pontuação utilizadas, enfim, a conjugação de fatores materiais e lingüísticos compromete a compreensão leitora.
ESCRITA E LEITURA: CONTEXTO DE PRODUÇÃO E CONTEXTO DE USO
Depois de escrito, o texto tem uma existência independente do autor. Entre a produção do texto escrito e a sua leitura, pode passar muito tempo, as circunstâncias da escrita (contexto de produção) podem ser absolutamente diferentes das circunstâncias da leitura (contexto de uso), fato esse que interfere na produção de sentido.
Um texto pode ser lido num lugar e tempo muito distantes daquele em que foi produzido;
Um texto pode ser reescrito de muitas formas, objetivando atender a tipos diferentes de leitor.
Um texto pode ser lido num lugar e tempo muito distantes daquele em que foi produzido;
Um texto pode ser reescrito de muitas formas, objetivando atender a tipos diferentes de leitor.
CONTEXTUALIZAÇÃO NA ESCRITA
É preciso fazer distinção entre contexto de produção e contexto de uso. No caso da interação face a face, eles coincidem, mas, no caso da escrita, não. Nesta, o mais importante para a interpretação é o contexto de uso.
Fonte: LER E COMPREENDER os sentidos do texto. Ingedore Villaça Koch, Vanda Maria Elias
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