quinta-feira, 20 de março de 2014

     
    O Dia Internacional do Contador de Histórias, mais comum na Europa, é comemorado em 20 de março. A celebração mundial coincide com o início da Primavera no Hemisfério Norte e o início do Outono no Hemisfério Sul.
    A data é comemorada há 23 anos e surgiu na Suécia como sendo o “Dia de Todos os Contadores de Histórias”. Após perder força durante alguns anos, o Dia Internacional do Contador de Histórias voltou a ser celebrado em 1997, ano em que contadores de histórias na Austrália celebraram durante uma semana a data, coincidindo com festejos, no mesmo ano, do Dia Internacional de Narradores Orais no México e em outros países da América do Sul. Após uma extensão da comemoração a partir de 2001 nos países escandinavos, no Canadá e na França, a data comemorativa passou a ser conhecida internacionalmente.
Sendo prática cada vez mais comum no Brasil, a contação de histórias hoje é vista como ferramenta importante no processo educacional envolvendo crianças e jovens. Segundo especialistas, a história narrada propicia espaço para a imaginação e criatividade, estimula o hábito e o prazer da leitura, favorece o desenvolvimento intelectual, favorece a produção de conhecimento, enriquece o vocabulário e estimula a comunicação oral.
         
    Era uma vez, uma época em que as histórias contadas de geração para geração eram as guardiões dos segredos, das memórias e dos aprendizados dos homens. Todos eram contadores de histórias. Assim, mantinha-se viva a história humana: as conquistas, as trajetórias, as dores, os lutos, os amores e as guerras.      Na história oral pulsava a vida dos homens, como que se uma não existisse sem a outra. A vida não contada era esquecida ou então tornava-se quase que uma inverdade.
    Foi então que o advento do papel possibilitou um registro, uma “prova” da história. E a partir do momento que surge uma nova tecnologia, as pessoas precisaram reaprender a contar histórias, agora não mais de uma forma oral, e sim registrada. Não foi diferente com o surgimento do cinema no início do século XX. Por pouco tempo, a simples projeção na tela de um trem saindo de uma estação ou de pessoas caminhando em um jardim impressionava os espectadores puramente pelo advento da tecnologia.
    Mas as ferramentas por si só não significam nada se nós não soubermos utilizá-las com um propósito. A tela do cinema, a timeline do Facebook e o slide do Powerpoint estão sempre à espera de quem os use da melhor forma possível. E o valor do que é essa “melhor forma possível” só pode ser atribuído por quem está do outro lado assistindo a tela, a timeline ou o slide: a audiência.
    O que sabemos, de nossa experiência, é que essa audiência só irá de fato atribuir algum valor a algo que desperte o seu interesse e se conecte a ela emocionalmente. E aí está a função de uma boa história bem contada.

    Só que o contador de histórias nesse mundo de tantas tecnologias parece ter perdido sua importância. Hoje, ele parece estar associado somente ao universo infantil. Mas contar histórias não é “coisa de criança”. É sim, uma habilidade humana, herdada, mas que de alguma forma precisa ser resgatada, não só para manter a memória viva, como também para criar vínculos entre as pessoas e fortalecer a compreensão das mensagens que se que transmitir.

Fontes: http://digital.odiario.com/cultura/noticia/817581/dia-do-contador-de-historias-existe-ha-23-anos/
              http://www.soap.com.br/blogsoap/2013/03/dia-dos-contadores-de-historias-voce-lembrou/
              https://www.facebook.com/linguaportuguesa07 

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