O Dia Internacional do Contador de Histórias, mais comum na
Europa, é comemorado em 20 de março. A celebração mundial coincide com o início
da Primavera no Hemisfério Norte e o início do Outono no Hemisfério Sul.
A data é comemorada há 23 anos e surgiu na Suécia como sendo
o “Dia de Todos os Contadores de Histórias”. Após perder força durante alguns
anos, o Dia Internacional do Contador de Histórias voltou a ser celebrado em
1997, ano em que contadores de histórias na Austrália celebraram durante uma
semana a data, coincidindo com festejos, no mesmo ano, do Dia Internacional de
Narradores Orais no México e em outros países da América do Sul. Após uma
extensão da comemoração a partir de 2001 nos países escandinavos, no Canadá e
na França, a data comemorativa passou a ser conhecida internacionalmente.
Sendo prática cada vez mais comum no Brasil, a contação de
histórias hoje é vista como ferramenta importante no processo educacional
envolvendo crianças e jovens. Segundo especialistas, a história narrada
propicia espaço para a imaginação e criatividade, estimula o hábito e o prazer
da leitura, favorece o desenvolvimento intelectual, favorece a produção de
conhecimento, enriquece o vocabulário e estimula a comunicação oral.
Era uma vez, uma época em que as histórias contadas de
geração para geração eram as guardiões dos segredos, das memórias e dos
aprendizados dos homens. Todos eram contadores de histórias. Assim, mantinha-se
viva a história humana: as conquistas, as trajetórias, as dores, os lutos, os
amores e as guerras. Na história oral pulsava a vida dos homens, como que se
uma não existisse sem a outra. A vida não contada era esquecida ou então
tornava-se quase que uma inverdade.
Foi então que o advento do papel possibilitou um registro,
uma “prova” da história. E a partir do momento que surge uma nova tecnologia,
as pessoas precisaram reaprender a contar histórias, agora não mais de uma
forma oral, e sim registrada. Não foi diferente com o surgimento do cinema no
início do século XX. Por pouco tempo, a simples projeção na tela de um trem
saindo de uma estação ou de pessoas caminhando em um jardim impressionava os
espectadores puramente pelo advento da tecnologia.
Mas as ferramentas por si só não significam nada se nós não
soubermos utilizá-las com um propósito. A tela do cinema, a timeline do
Facebook e o slide do Powerpoint estão sempre à espera de quem os use da melhor
forma possível. E o valor do que é essa “melhor forma possível” só pode ser
atribuído por quem está do outro lado assistindo a tela, a timeline ou o slide:
a audiência.
O que sabemos, de nossa experiência, é que essa audiência só
irá de fato atribuir algum valor a algo que desperte o seu interesse e se
conecte a ela emocionalmente. E aí está a função de uma boa história bem
contada.
Só que o contador de histórias nesse mundo de tantas
tecnologias parece ter perdido sua importância. Hoje, ele parece estar
associado somente ao universo infantil. Mas contar histórias não é “coisa de
criança”. É sim, uma habilidade humana, herdada, mas que de alguma forma
precisa ser resgatada, não só para manter a memória viva, como também para
criar vínculos entre as pessoas e fortalecer a compreensão das mensagens que se
que transmitir.
Fontes: http://digital.odiario.com/cultura/noticia/817581/dia-do-contador-de-historias-existe-ha-23-anos/
http://www.soap.com.br/blogsoap/2013/03/dia-dos-contadores-de-historias-voce-lembrou/
https://www.facebook.com/linguaportuguesa07


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