domingo, 22 de março de 2015

RESENHA DO FILME: VERMELHO COMO O CÉU


    Vermelho Como o Céu, filme de Cristiano Bortone, é um drama baseado na história de vida real de Mirco Mencacci, renomado editor de som da indústria cinematográfica italiana. Filho único de uma família humilde, é um menino muito sensível, curioso, criativo e apaixonado pelo cinema. Um dia, sofre um acidente em casa ficando parcialmente cego. De acordo com as leis da época, as crianças com deficiência visual eram enviadas para colégios internos; a escola recusa, por isso, sua permanência após o acidente, orientando seus pais para que o enviem para um internato em Genova, muito longe de casa, alertando-os de que, caso não o fizessem, poderiam ser denunciados.
   Lá eles se deparam com a figura de um diretor muito austero, que tenta tirar todas as esperanças de um futuro de sua livre escolha, alegando que esta não existia mais, mas apenas o que fosse possível em função da limitação da sua visão.
   Na sala de aula, Mirco se recusa a aprender o Braile, mas, mesmo assim, seu professor o trata com compreensão. Quando ele pede um trabalho sobre a primavera para os alunos, Mirco decide fazer o seu de uma forma diferente.
   Casualmente encontra um gravador e põe-se fazer efeitos sonoros, até ser descoberto pelo diretor, que toma o gravador e o repreende. O professor escuta o trabalho de Mirco e se encanta com o seu talento. O menino se isola, mas seu professor, sem que o diretor soubesse, lhe dá outro gravador, condicionando a isso à aprendizagem do Braile. Mirco aceita e, junto com uma amiga, iniciam a gravação de uma história com efeitos sonoros incríveis. O desejo dele é apresentar essa peça no final do ano. No decorrer da gravação, percebem que precisam da ajuda dos demais meninos, alunos da escola; eles aceitam participar e o grupo vai crescendo. Quando a história está quase no final, são pegos pelo diretor, que sem nenhuma consideração, apreende o gravador e expulsa Mirco da escola.
   Seus amigos iniciam uma campanha para que ele não seja expulso e conseguem a façanha, porque um grupo de ativistas, liderado por um ex-aluno faz passeatas pela cidade, chegando a denúncia até o prefeito, que exige explicações. O diretor vê-se obrigado a aceitar o garoto de volta, e o professor apoia todo o trabalho dos alunos, culminando numa linda apresentação de final de ano.

Resenhado por: Susana Felix Paes Correa Leite


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