quarta-feira, 25 de março de 2015

Processo de inscrição para o curso "Sequência didática: aprendendo por meio de resenhas" começa dia 26/03


    Esta será a primeira turma deste curso a distância a ser formada em 2015. São oferecidas 1200 vagas e o curso terá início em 06/04, terminando em 22/06. Criado em 2011, o curso já formou 201 turmas e foi selecionado pelo Ministério da Educação para fazer parte do Guia de Tecnologias Educacionais, publicação que apresenta e dissemina projetos educacionais de qualidade voltados para educação básica (veja notícia aqui).
    O curso oferece certificado de 80 horas e cada turma é acompanhada por um mediador. A coordenação recomenda que o participante dedique-se, em média, de 8 a 9 horas por semana sendo de 30 minutos a 1 hora todos os dias, com complemento de estudos aos finais de semana.

Como participar

    O processo de inscrições será aberto no dia 26 de março, quinta-feira, em dois horários: 10h e 14h (horário de Brasília) para poder atender aos professores que estejam trabalhando em um dos períodos.
    Ao acessar a página do curso aqui no Portal Escrevendo o Futuro e fazer a solicitação de vaga, os interessados receberão um e-mail com instruções para confirmá-la. A lista permanecerá aberta até atingir 1800 nomes, sendo que os últimos 600 entrarão na lista de espera para ocupar eventuais vagas de desistentes. Quem estiver nesta situação poderá ser chamado até o dia de início do curso.
    Na última abertura para inscrições dos cursos do Programa, no dia 13/03, alguns interessados tiveram dificuldades para acessar a página de inscrições devido ao grande número de acessos simultâneos. Desta vez, o Portal estará com maior capacidade para facilitar o processo.

O curso
  
  O curso é destinado a professores de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental e Médio e a coordenadores pedagógicos em exercício nas escolas públicas do Brasil. O participante vivencia uma sequência didática (SD) para escrever a resenha de um produto cultural. Pretende-se que essa vivência ajude o professor a compreender quais são os princípios do trabalho com gêneros e com SD na escola. Ao final, as resenhas escritas pelos professores são apreciadas pelos colegas de curso, que escolhem as que mais gostaram.
    Não se trata de um curso destinado ao professor que deseja aprender como ensinar os alunos a escreverem resenhas. Nele, a resenha funciona como pretexto para que o professor vivencie, como produtor de textos, uma sequência didática para escrever um gênero do discurso.
    As atividades são realizadas nos horários mais adequados ao participante, respeitando o calendário de atividades obrigatórias. Essas atividades incluem exercícios autoinstrucionais (exercícios realizados individualmente, sem interação ou mediação); atividades interativas (debates em fóruns) e atividades mediadas (tarefas por escrito enviadas pelo participante e comentadas pelo mediador).


Clique aqui para conhecer a página do curso.

ESTUDANTES TROCAM CONHECIMENTO E AJUDAM COLEGAS DE SALA

   
   
   Quando o assunto é difícil, só a explicação do professor não basta - e vale recorrer ao colega para uma mão amiga. A tradicional cooperação entre alunos se tornou parte da grade curricular de alguns colégios privados, que montaram projetos em que o estudante é tutor do próprio colega. Essa troca de informações, afirmam as escolas, ajuda no aprendizado e na conquista de autoestima dos jovens.
   No Colégio Rio Branco, em Cotia, na Grande São Paulo, o trabalho com alunos tutores começou no ano passado, com os ensinos fundamental 2 e médio. Uma das vantagens é a explicação do conteúdo com uma linguagem mais próxima e exemplos próprios ao universo do adolescente.
    "Na aula, às vezes alguém pergunta e o professor não entende por causa do jeito e das palavras que o aluno usa. Eu consigo entender mais fácil", diz Júlia Dias, do 1º ano do ensino médio. "Depois, alguns professores até perguntam para nós como explicamos a matéria", diz ela, de 15 anos, que deu lições de Álgebra aos colegas.
    Um deles é Lucas Marzocca, também do 1º ano. "O jeito que eles ensinam me dá mais confiança porque era de uma maneira que eu conseguia fazer", conta o jovem, de 15 anos, que melhorou as notas em Matemática após participar da tutoria no ano passado.
   Segundo o Rio Branco, o mesmo ocorreu com praticamente todos que se envolveram na atividade, inspirada em um modelo finlandês.

Autoestima
   
    Quem é supervisionado em uma disciplina pode orientar o amigo em outra. Marzocca tem menos intimidade com os números, mas se dá bem em História. Além de contribuir com os colegas nessa matéria, a via de mão dupla melhorou seu convívio em classe. "Como tutor e tutorado, fiz amizade com pessoas que não tinha relacionamento antes."
   Orientadora educacional do colégio, Rosângela Guedes diz acreditar que a melhora de autoestima e a aproximação entre os estudantes são dois méritos do projeto. "Há momentos em que os próprios alunos agendam suas aulas e trocam informações pelo WhatsApp", conta. Segundo ela, as aulas também servem para troca de dicas.
   No Colégio Pentágono, no Morumbi, zona sul da capital, também existe a experiência dos minitutores. Para Américo dos Santos, coordenador do ensino fundamental 2, a proposta vai além do reforço no conteúdo. "Ajuda a criar competências socioemocionais, como respeito e cooperação mútua, entre os alunos e com o professor."

Personalizado
    
    De acordo com especialistas, transformar o aluno em tutor é produtivo porque cria novas situações de aprendizagem.
   "No entanto, é importante alternar papéis: ora está aprendendo, ora está ensinando. Não pode ficar cristalizado", alerta Cristina Barelli, do Instituto Singularidades, voltado para a formação de docentes.
   Ela também afirma que a tutoria deve funcionar como uma estratégia de ensino personalizado, sem receita única de estudos. "Não pode ser um modismo. É preciso trabalhar a forma como cada criança aprende melhor", aponta. Outro risco, segundo ela, é criar uma situação de dependência. "Deve-se sempre incentivar a autonomia do aluno."


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 22 de março de 2015

RESENHA DO FILME: VERMELHO COMO O CÉU


    Vermelho Como o Céu, filme de Cristiano Bortone, é um drama baseado na história de vida real de Mirco Mencacci, renomado editor de som da indústria cinematográfica italiana. Filho único de uma família humilde, é um menino muito sensível, curioso, criativo e apaixonado pelo cinema. Um dia, sofre um acidente em casa ficando parcialmente cego. De acordo com as leis da época, as crianças com deficiência visual eram enviadas para colégios internos; a escola recusa, por isso, sua permanência após o acidente, orientando seus pais para que o enviem para um internato em Genova, muito longe de casa, alertando-os de que, caso não o fizessem, poderiam ser denunciados.
   Lá eles se deparam com a figura de um diretor muito austero, que tenta tirar todas as esperanças de um futuro de sua livre escolha, alegando que esta não existia mais, mas apenas o que fosse possível em função da limitação da sua visão.
   Na sala de aula, Mirco se recusa a aprender o Braile, mas, mesmo assim, seu professor o trata com compreensão. Quando ele pede um trabalho sobre a primavera para os alunos, Mirco decide fazer o seu de uma forma diferente.
   Casualmente encontra um gravador e põe-se fazer efeitos sonoros, até ser descoberto pelo diretor, que toma o gravador e o repreende. O professor escuta o trabalho de Mirco e se encanta com o seu talento. O menino se isola, mas seu professor, sem que o diretor soubesse, lhe dá outro gravador, condicionando a isso à aprendizagem do Braile. Mirco aceita e, junto com uma amiga, iniciam a gravação de uma história com efeitos sonoros incríveis. O desejo dele é apresentar essa peça no final do ano. No decorrer da gravação, percebem que precisam da ajuda dos demais meninos, alunos da escola; eles aceitam participar e o grupo vai crescendo. Quando a história está quase no final, são pegos pelo diretor, que sem nenhuma consideração, apreende o gravador e expulsa Mirco da escola.
   Seus amigos iniciam uma campanha para que ele não seja expulso e conseguem a façanha, porque um grupo de ativistas, liderado por um ex-aluno faz passeatas pela cidade, chegando a denúncia até o prefeito, que exige explicações. O diretor vê-se obrigado a aceitar o garoto de volta, e o professor apoia todo o trabalho dos alunos, culminando numa linda apresentação de final de ano.

Resenhado por: Susana Felix Paes Correa Leite


sábado, 21 de março de 2015

PROJETO AVENTURAS CURRÍCULO+

Novo jogo virtual oferece reforço de Português e Matemática para estudantes






   A Educação implanta um programa de reforço escolar com apoio de recursos tecnológicos inéditos. A partir de abril, as escolas vão oferecer uma aula a mais de Língua Portuguesa e de Matemática para os estudantes com dificuldades nas disciplinas.
  Os professores serão capacitados para ministrar o conteúdo com uma nova linguagem, que dialoga com o universo jovem. Entre os materiais didáticos está o jogo virtual “A Aventura", desenvolvido especialmente para a rede paulista.
  As turmas do reforço serão definidas com base no desempenho que os estudantes apresentarem nas provas bimestrais e na avaliação diagnóstica aplicada em fevereiro. A participação será por adesão da escola e voltada aos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental   (6º ao 9º ano), além do Ensino Médio. Os professores interessados deverão fazer o cadastro para atuarem com os alunos indicados e podem receber até R$ 1.691 mensais a mais pelas aulas.

Formação específica para professores

   Todos os docentes participantes da nova modalidade de reforço vão passar por formação específica para que saibam utilizar o jogo virtual no processo de aprendizado, além de todo acervo digital da plataforma interativa Currículo+. No Game, o aluno é um avatar e para salvar o planeta precisa superar missões que exigem habilidades matemáticas e de linguagem. Os exercícios complementares podem ser feitos em qualquer computador, inclusive nas salas do Acessa Escola  das unidades escolares, o que amplia o tempo de estudo. A duração do reforço será de 10 semanas.
  As escolas serão responsáveis por organizar o cronograma de aulas de acordo com a demanda. A orientação da Secretaria é para que a aula extra ocorra no pré ou no pós turno.

Leia outras notícias no Portal da SEE

sexta-feira, 20 de março de 2015

DIVULGAÇÃO: O PORTUGUÊS FALADO NAS RUAS

SÉRIE FALA SOBRE A LÍNGUA COLOQUIAL FALADA NAS RUAS




MAIS UM QUADRO DE “PORTUGUÊS FALADO NAS RUAS”



MEDIAÇÃO E LINGUAGEM

   Conforme citações de Gilberto Caron na última VC Mediação e Linguagem (18/3), seguem arquivos com vídeo animação de uma adaptação do conto A chinela turca, de Machado de Assis, e o conto original. Vale conferir!


VÍDEO



TEXTO: A CHINELA TURCA