quinta-feira, 28 de abril de 2011

28 de abril - Dia da Educação

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”
Paulo Freire
"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".
Rubem Alves

TRABALHANDO LEITURA

ESTRATÉGIAS DE LEITURA
Nossa atividade de leitores ativos em interação com o autor e o texto começa com antecipações e hipótese elaboradas com base em nossos conhecimentos:
           O autor do texto;
      O meio de veiculação do texto;
      O gênero textual;
      O título: elemento constitutivo do texto cuja função é, geralmente, chamar a atenção do leitor e orientá-lo na produção de sentido;
      A distribuição e configuração de informações no texto.

OBJETIVOS DE LEITURA
É claro que não devemos nos esquecer de que a constante interação entre o conteúdo do texto e o leitor é regulada também pela intenção com que lemos o texto, pelos objetivos da leitura.
De modo geral, podemos dizer que há textos que lemos porque queremos nos manter informados (jornais, revistas); há outros textos que lemos para realizar trabalhos acadêmicos (dissertações, teses, livros, periódicos científicos); há, ainda, outros textos cuja leitura é realizada por puro prazer, puro deleite (poemas, contos, romances); e, nessa lista, não podemos esquecer dos textos que lemos para consulta (dicionários, catálogos), dos que nos caem em mãos (panfletos) ou nos são apresentados aos olhos (outdoors, cartazes, faixas).
São, pois, os objetivos do leitor que nortearão o ,modo de leitura, em mais tempo ou em menos tempo; com mais atenão ou com menos atenção; com maior interação ou  com menor interação, enfim.

LEITURA E PRODUÇÃO DE SENTIDO
É preciso levar em conta os conhecimentos do leitor, condição fundamental para o estabelecimento da interação, com maior ou menor intensidade, durabilidade, qualidade.

LEITURA E ATIVAÇÃO DE CONHECIMENTO
Na atividade de leitura ativamos: lugar social, vivências, relações com o outro, valores da comunidade, conhecimentos textuais...

FATORES DE COMPREENSÃO DA LEITURA
A compreensão de um texto varia segundo as circunstâncias de leitura e depende de vários fatores. Exemplos: conhecimento dos elementos lingüísticos, uso de determinadas expressões, léxico antigo, esquemas cognitivos, bagagem cultural, circunstâncias em que o texto foi produzido (no caso de autor/leitor), tamanho e clareza das letras, cor e textura do papel, comprimento das linhas, fonte empregada, variedade tipográfica, parágrafos curtos ou muito longos, uso de maiúsculas ou de minúsculas, excesso de abreviações, pontuação utilizadas, enfim, a conjugação de fatores materiais e lingüísticos compromete a compreensão leitora.

ESCRITA E LEITURA: CONTEXTO DE PRODUÇÃO E CONTEXTO DE USO
Depois de escrito, o texto tem uma existência independente do autor. Entre a produção do texto escrito e a sua leitura, pode passar muito tempo, as circunstâncias da escrita (contexto de produção) podem ser absolutamente diferentes das circunstâncias da leitura (contexto de uso), fato esse que interfere na produção de sentido.
                  Um texto pode ser lido num lugar e tempo muito distantes daquele em que foi produzido;
                  Um texto pode ser reescrito de muitas formas, objetivando atender a tipos diferentes de leitor.

CONTEXTUALIZAÇÃO NA ESCRITA
É preciso fazer distinção entre contexto de produção e contexto de uso. No caso da interação face a face, eles coincidem, mas, no caso da escrita, não. Nesta, o mais importante para a interpretação é o contexto de uso.

Fonte: LER E COMPREENDER os sentidos do texto. Ingedore Villaça Koch, Vanda Maria Elias

terça-feira, 26 de abril de 2011

O QUE ENSINAR?

Provocação
Você ensina Língua Portuguesa ou Práticas de Linguagem?
Se você estiver alinhado com as atuais concepções de linguagem, deve ensinar os alunos a pôr em prática a linguagem, formando cidadãos leitores e escritores de uma cultura em que a escrita é predominante. Com base nas pesquisas desenvolvidas pelo filósofo russo, Mikhail Bakhtin, essas concepções têm como peças-chave a relação interpessoal, o contexto de produção dos textos, as diferentes situações de comunicação, os gêneros, a intenção de quem o produz e a interpretação de quem o recebe. Portanto, mais do que ensinar os elementos e as normas que compõem a Língua Portuguesa, precisamos ensinar as Práticas de Linguagem que vivenciamos em nossa língua materna. “O desafio é formar praticantes da leitura e da escrita e não apenas sujeitos que possam ‘decifrar’ o sistema de escrita”, resume a educadora argentina, Délia Lerner.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

MAPAS CONCEITUAIS





Mapas Conceituais são representações gráficas semelhantes a diagramas, que indicam relações entre conceitos ligados por palavras. Representam uma estrutura que vai desde os conceitos mais abrangentes até os menos inclusivos. São utilizados para auxiliar a ordenação e a seqüenciação hierarquizada dos conteúdos de ensino, de forma a oferecer estímulos adequados ao aluno.
Esta abordagem dos mapas conceituais está embasada em uma teoria construtivista, entendendo que o indivíduo constrói seu conhecimento e significados a partir da sua predisposição para realizar esta construção. Servem como instrumentos para facilitar o aprendizado do conteúdo sistematizado em conteúdo significativo para o aprendiz.
Novak é considerado o criador dos mapas conceituais e refere ter usado este em várias pesquisas, contemplando as diversas áreas do conhecimento.


Para compreender um pouco mais: http://labspace.open.ac.uk/mod/resource/view.php?id=365568

terça-feira, 19 de abril de 2011

29 DICAS PARA ESCREVER BEM







Escrever bem é necessidade de todos nós, independente de nossa área de atuação ou nível de responsabilidade. Esse texto é um excelente resumo de nossos erros mais comuns e das mais importantes dicas.
Vamos a elas:
1.   Vc. deve evitar ao máx. abrev. etc.
2.   Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.
3.   Anule aliterações altamente abusivas.
4.   "não se esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.
5.   Evite lugares comuns assim como o diabo foge da cruz.
6.   O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7.   Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8.   Chute o balde no emprego de gírias, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
9.   Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
10.           Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.
11.           Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12.           Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo Paulo, "quem cita os outros não tem idéias próprias".
13.           Frases incompletas podem causar
14.           Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
15.           Seja mais ou menos específico.
16.           Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17.           A voz passiva deve ser evitada.
18.           Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
19.           Quem precisa de perguntas retóricas?
20.           Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
21.           Exagerar é 100 bilhões de vezes pior que a moderação.
22.           Evite mesóclises. Repita comigo: "Mesóclises, evitá-las-ei!"
23.           Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24.           Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!!!
25.           Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26.           Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.
27.           Seja incisivo e coerente, ou não.
28.           Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre - causando ambigüidade - e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.
29.           Outra barbaridade que tu também deves evitar é usar muitas expressões que acabem denunciando a região onde tu moras, tchê!
Autor: Fabio Adiron